terça-feira, 18 de maio de 2010

OS AUTISTAS

Os autistas

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Sem dúvidas reconhecemos que este título designa portadores de uma grave doença do foro neurológico e de distúrbio de personalidade. A certeza de serem o centro do mundo leva os autistas a isolarem-se e a pensar que são os detentores de toda a verdade.

Qualquer tentativa de aproximação ou de aconselhamento leva a uma reacção violenta e a um recrudescer da imposição da sua vontade e da sua verdade. Para a sua recuperação é necessário um penoso processo que sacrifica qualquer família que infelizmente tenha no seu seio um autista. Respeitamos esse sacrifício.

Neste País da Alice das Maravilhas, o seu Governador permanece distante, não dá ouvidos ao Sumo Pontífice, os Gestores da Coisa Pública avisam o Governador para não se meter em despesas para as quais não tem Tesouro, sob pena do Povo ficar sem qualquer apoio na saúde, na educação e alimentação e, embora poupem no subsídio de desemprego, gastarão muito mais em subsídios de funeral, a não ser que se privatizem os cemitérios.

Aconselham que espere melhores dias … Mas este Governador, de personalidade distorcida para o autismo, não acolhe qualquer voz sensata e, aconselhado por uns tantos prosélitos que acham por bem, de alguns claro , que as Grandes Obras da Alice são fecundas em benesses, afirmam a pés juntos que até são cúmplices do 1º Governador e que as obras avançam doa a quem doer.

Que importa que o Povo esteja faminto e esfarrapado, desde que tenha a oportunidade de viajar em Carroças de AV puxadas por milhares de cavalos? Podem assim assistir ao Concerto de Beethoven, terceira sinfonia conhecida por Marcha Heróica, nas comemorações d o centenário da Républica, com uma sandes de pão à Fanfas, na Casa da Música da Invicta.

Além disso, também as Estradas de AV são absolutamente necessárias para que o depauperado Povo caia nas armadilhas das Gaiolas, vulgo portagens electrónicas, e diminuam o buraco da dívida e consumam os combustíveis mais caros da Europa, de molde a diminuir os prejuízos dos administradores da Empresa do Reino vulgo Galp.

Heróis que se sentem incapazes de inverter esta triste situação, sabendo que o apertar do cinto é só para eles, que já esgotaram todos os furos, enquanto a Nobreza do Reino da Alice, cada vez mais inchada com os milhões que lhes enchem as obscenas barrigas, já esgotaram todo os cintos possíveis.

Parece ser uma história de Gepeto, de Pinóquio no Reino da Alice das Maravilhas, mas esta família está a ser sujeita a um tratamento injusto e desumano por parte de um Governo autista, que não ouve, não dialoga, mas impõe a sua vontade.

Em nome duma crise real, baixam o subsídio de desemprego e a duração do mesmo. Em nome duma crise real, ameaça-se diminuir as reformas e outros subsídios sociais. Estes subsídios são um direito e não uma benesse do Estado.

Em nome duma crise real anunciam-se investimentos de biliões e subsídios chorudos aos administradores das empresas estatais. Haja decoro, a crise é para todos e a todos deve custar.

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